Sempre que um artista desaparece fisicamente, o mundo fica mais pobre. A belabiblioteca recorda uma biografia deste nome importante do humorismo português.
Mar, Mar e Mar Tu perguntas, e eu não sei, eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos ao reler uma carta, quando é de noite. Os teus dentes, talvez os teus dentes, miúdos, brancos dentes, sejam o mar, um mar pequeno e frágil, afável, diáfano, no entanto sem música.
É evidente que minha mãe me chama quando uma onda e outra onda e outra desfaz o seu corpo contra o meu corpo.
Então o mar é carícia, luz molhada onde desperta meu coração recente.
Às vezes o mar é uma figura branca cintilando entre os rochedos. Não sei se fita a água ou se procura um beijo entre conchas transparentes. (…) Um pedaço de lua insiste, insiste e sobe lenta arrastando a noite. Os cabelos da minha mãe desprendem-se, espalham-se na água, alisados por uma brisa que nasce exactamente no meu coração. O mar volta a ser pequeno e meu, anémona perfeita, abrindo nos meus dedos.
Eu também não sei o que é o mar. Aguardo a madrugada, impaciente, os pés descalços na areia.
A Biblioteca Municipal de Alcobaça está na praia de S.Martinho. Algumas sugestões: quando o sol queima, aproveite e leia "de pé na areia"; quando a água está fria, assista a momentos de leitura; quando está vento, vá ler para a esplanada; quando o sol se põe, requisite um livro para ler ao serão.
Esta adaptação do livro A Colher de Samuel Beckett, de Gonçalo M. Tavares, coloca várias questões:Onde está o Divino? Onde está o homem? Em quem votas? De quem te esqueces? Estas são questões abordadas num filme de Pedro Sena que combina a palavra, as imagens e os sons.
A BE vai estar, fisicamente, encerrada até Setembro, No entanto, aqui e no Hi5 estamos sempre presentes e à espera de sugestões, muitas sugestões. De quê? De actividades;de livros;de DVD;de CD.